Perspectivas para a economia em 2015 são debatidas em Fórum Empresarial

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O cenário econômico atual e os principais desafios e perspectivas para o setor do comércio de bens e serviços em 2015 foram apresentados a empresários e representantes de entidades sindicais, durante o I Fórum de debates: cenários econômicos para 2015, na manhã desta terça-feira (18/11), no Sesc Santo Amaro. O evento, que fpi realizado pelo Sistema Fecomércio/Senac/Sesc-pe, em parceria com o Sebrae, trouxe aos participantes uma análise realizada pela consultoria econômica ceplan dos principais indicadores de 2014 em relação ao setor e uma síntese das principais tendências do cenário econômico para o próximo ano.

De acordo com o economista da Ceplan Fábio Oliveira, as empresas do setor do varejo precisam modernizar sua gestão para enfrentar o mercado em 2015. “É necessário rever a forma de gestão das empresas, das micros às grandes. Há ainda uma resistência por parte do empresariado de aperfeiçoar processos. Implantar ações empreendedoras é a grande saída para se manter em 2015”, aconselhou.

Durante o encontro, Fábio Oliveira fez uma exposição sobre os panoramas econômicos mundial, nacional e regional, destacando peculiaridades no comportamento de Pernambuco, diante do momento atual de crise, como a manutenção de vagas de trabalho. “Ao contrário do que aconteceu no País, não houve uma desaceleração do emprego em Pernambuco. Isso deve-se, especialmente, aos empreendimentos que estão sendo instalados no Estado”, disse. Segundo o economista, para manter esse cenário, é preciso dar suporte para os empreendimentos que já estão se manter e incentivar a chegada de outros, promovendo a melhoria produtiva.

Outro ponto destacado foi a importância de investir em infraestrutura e pensar a gestão pública a longo prazo. “Para retomar o crescimento que vínhamos tendo, a máquina pública precisa ser operada com perspectivas que vão além dos quatro anos de mandato. Além disso, é necessário diversificar os instrumentos de combate à inflação que não sejam o manejo das taxas de juros e de câmbio”, afirmou o economista. Para além dessas taxas, o especialista afirma ainda que o consumo não poder ser sozinho o motor do crescimento econômico, sem que haja um incentivo ao investimento no setor produtivo.

A desacelaração do consumo bem marcante em 2014, deve seguir como herança para o próximo ano. Em um cenário nacional observou-se ainda uma inflação resistente, juros altos e uma crise mundial que ainda reflete na economia brasileira. “O encarecimento do crédito freou o consumo, principalmente, de veículos. Com a taxa de juros altas, o consumidor se mostrou inseguro com o futuro e comprou menos em diversos segmentos”, disse.

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